segunda-feira, 11 de julho de 2016

O II FÓRUM DA EDUCAÇÃO DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS: EJAI É CULTURA

O II FÓRUM DA EDUCAÇÃO DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS: EJAI É CULTURA apresenta um enfoque diferente ao olhar para esta modalidade de ensino que utilizando as linguagens do século XXI como meio de comunicação e expressão, reconhecendo assim, a valorização a diversidade cultural existentes nas salas de aula da EJAI.
Os temas abordados neste fórum tem como objetivo re-significar no contexto escolar e no diálogo as diferentes culturas, para que professores que atuam na EJAI possam reconstruir conhecimentos necessários a sua prática pedagógica em relação as interações sociais, culturais e afetivas.
O que se pretende com o fórum é incentivar o professor da Educação de Jovens, Adultos e Idosos a assumirem uma atitude ativa de investigação, de pesquisa a respeito do conhecimento em geral e da sua própria prática, selecionando, completando e reformulando a sua práxis pedagógica.


                           

Compondo a mesa estavam a Coordenadora Ana Paula, os convidados para ministrarem as oficinas ( Maurício - História; Felipe - Grafite e Rap; Rodrigo - Matemática; Jussara - Geografia) e pessoas iniciando um boas vindas em seus idiomas( Carlos - espanhol;  Filomena - italiano; Saádia - francês e Aleksandra - inglês e Ana Paula- português fazendo a tradução  do que foi falado nas diferentes línguas) .

A equipe da Coordenação da EJA agradece a  Íris Thurler  pela sua colaboração nos preparativos  e recepção aos convidados. Sempre ajudando a Educação de Jovens, Adultos Idosos.





Filomena H. Martinare apresentou o texto de abertura em Italiano.

Aleksandra Abinasse Rupar Vieira apresentou o texto de abertura em Inglês.
 



Muitos presentes no II Fórum da EJA.
 
 Salão cheio ...

Carlos Gustavo  Muñoz  apresentou texto de abertura em Espanhol
 
Saádia Cristina Bastos Silva Santos apresentou o texto de abertura em Francês.
 
A coordenadora Ana Paula Cortes Rodrigues leu o texto de abertura em Português traduzindo o que foi apresentando pelos convidados em diferentes línguas. Mostrando que nessa situação encontramos o que chamado de analfabetismo funcional.
O texto abaixo foi o mesmo lido nos diferente idiomas:
Boa noite!!!!
“Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.” Ao mesmo tempo em que lia esta frase de Augusto Cury pensei em como relacioná-la ao nosso encontro de hoje.
Ao pensar no fórum, me vem à mente vários questionamentos: Como posso contribuir sem omitir o meu idioma? Pois, o objetivo deste trabalho é fomentar a discussão e reflexão entre os jovens, adultos e idosos em relação as artes que se relacionam à minha realidade, alguém iria entender meu pensamento?
Estou aqui para conversar com professores, e, por isso, preciso falar no meu idioma, valorizar as origens da minha língua materna. Ao utilizar a linguagem oral como meio de comunicação e expressão, reconhecendo e valorizando o patrimônio histórico e artístico dos educandos e educadores, no meu país os professores são muitos, e responsáveis pelo crescimento da nação e são exemplos de respeito, dignidade, de compromisso, de responsabilidade, de afetividade, enfim, tendo uma função social que nenhuma outra profissão possui.
Professores, espero poder auxiliá-los e encantá-los com meu idioma, como também estou disponível para ajuda-los na tradução de partes do trabalho construído nas oficinas que contemplem toda a força e garra do professor da disciplina que irá permear os temas deste fórum.
Venho trazer meu conhecimento para interagir e aprender com vocês. Quando penso em um professor: Penso em sonhos, vitórias, vida acadêmica, em uma sociedade civilizada, homens e mulheres livres...
O meu muito obrigada pelo convite e espero que vocês apreciem.



                   
  Portanto um papel necessária na formação interdisciplinar dos alunos, seja crianças, jovens e adultos, 
                   na medida em que contribui para a construção da cidadania e favorece a participação social, permitindo que 
                                    ampliem a compreensão do mundo em que vivem, reflitam sobre ele e possam nele intervir.

  



 As Disciplinas: nas reflexões feitas por Freire (1996) sobre os saberes necessários à prática educativa, quando este afirma que ensinar não é transferir conhecimento, que é fundamental que em sua prática pedagógica cotidiana o professor compreender que necessita de outros saberes, além do domínio do conteúdo da sua área de conhecimento, entre outros, o respeito aos saberes do educando. Para Freire, isso remete a necessidade de entender que ensinar exige humildade educacional para entender o educando como cidadão que já possui uma leitura de mundo.  “Na sua prática cabe ao professor descobrir a melhor maneira de a partir do conhecimento cultural do aluno ensinar o conhecimento escolar num processo onde o saber científico só será apreendido quando o conteúdo tiver significado na vida do educando” (FREIRE, 1996, p. 49). 





Oficina de Ciências com a professora 
Janaina F. Fernandes da Rocha. 







Oficina de Matemática com o professor 
                      Rodrigo O. Mancebo. 
   

O Rapper: Em um país como o Brasil, multiétnico e multicultural na sua formação sociocultural, a aquisição de valores de outras organizações sociais, a nossa, vamos dizer, cultura - além do fato de nossa própria formação multiétnica, a relação histórica de subserviência a uma cultura predominante nos condiciona a imitar os padrões comportamentais e estéticos vigentes nas grandes metrópoles. É assim, também com o Rap Nacional e todo movimento cultural dele derivado. Fica patente que nessas manifestações por suas variedades e multiplicidades, é notório que não são todas as chamadas bandas de Rap nacionais que têm em sua temática, preocupação social. Mesmo os Racionais Mc’s perpetuam o machismo em suas letras onde as mulheres são tratadas como “...mulheres vulgares, uma noite e nada mais...” Também existem os chamados ‘proibidões’, os ‘bondes’, entre outros, que fazem claramente apologia ao crime e à prostituição, em detrimento a críticas sociais. Mas é o potencial político pedagógico que nos interessa, sem inocência e sem utopias, buscando o olhar imparcial no feitio de uma experiência concreta com alunos da escola pública e de como é a interação entre esses, suas realidades e o que disso pode ser aproveitado pela escola na construção da denominada Educação Multicultural.  (Fonte: EducaRede Colômbia Tradução: Airton Dantas)
 Oficina de Arte com Felipe Pereira da Silva Irmão


                                                                 

    Oficina de Geografia com a professora 
Jussara Gonçalves Camilo da Silva




 Oficina de Língua Portuguesa com a professora 
Alexandra Abinasse Rupar Vieira


   

  Oficina de História com o professor 
Maurício Grillo Júnior



     
Cada Oficina apresentou o RAP produzido de acordo com o tema sugerido por cada oficineiro e  inserindo uma frase em diferente idioma. 


Grupo de Geografia


Grupo de Língua Portuguesa

Grupo de Matemática

Grupo de Ciências

Grupo de História

Grupo de Artes


                              Parabéns pelas produções riquíssimas apresentadas por cada grupo.




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